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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Economia na Zona Euro deverá afundar 4%

A Comissão Europeia anunciou as previsões para a economia da Zona Euro apresentando uma contracção duas vezes mais profunda, do que foi projectado há três meses, e admite que o défice irá disparar dentro da União Europeia.

A economia na Zona Euro irá encolher 4 por cento em 2009, e em 2010, deverá apresentar um crescimento negativo de 0,1 por cento.

O défice irá chegar aos 6,5% e o desemprego atingirá os 11,5%, segundo dados da Comissão Europeia.

Segundo a agência noticiosa Bloomberg, as empresas estão a cortar a produção nas empresas e a despedir para sobreviver à pior recessão desde a II Guerra Mundial, enquanto os esforços dos governos para suportar os bancos e a economia levam os défices públicos para além dos limites impostos pelas regras da União Europeia.

O Banco Central Europeu pode ainda este quinta-feira tomar medidas para refrear a recessão e cortar, de novo, a taxa de referência para um novo recorde.

As previsões da comissão estão em linha com os números do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento para a Economia (OCDE). O FMI anunciou a 22 de Abril que a Zona Euro iria afundar 4,2% e 0,4% em 2009 e 2010, enquanto a OCDE previu uma contracção de 4,1% e 0,3%.

PIB português deverá contrair 3,7%

As previsões da Comissão Europeia não deixam margens para dúvidas: Portugal deverá afundar 3,7% este ano e 0,8% em 2010. São estimativas mais pessimistas do que as anunciadas pelo Banco de Portugal.

Segundo as Previsões económicas de Primavera, a economia nacional deverá contrair 3,7% este ano e a Zona Euro recuar 4%.

A taxa de desemprego nacional chegará aos 9,1% em 2009 e 9,8 % em 2010.

Apesar de os valores apresentados pela Comissão Europeia serem mais pessimistas do que aqueles anunciados por Vítor Constâncio, ficam aquém das previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O executivo comunitário prevê que o défice orçamental nacional será de 6,5 por cento do PIB este ano e 6,7 no ano que vem, um agravamento também quando comparado com as estimativas feitas no início do ano, respectivamente 4,6 e 4,4.

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