O francês Sébastien Loeb (Citroen) venceu hoje o rali de Portugal e obteve hoje a quarta vitória consecutiva no Mundial de ralis, enquanto o português Armindo Araújo (Mitsubishi) ascendeu à liderança do campeonato do Mundo de Produção (PWRC).
O pentacampeão do Mundo repetiu o triunfo de 2007, quando a prova também pontuou para o WRC, e fez o pleno de triunfos as quatro provas já disputadas do Mundial, cuja classificação de pilotos lidera, com 40 pontos, mais 10 do que o segundo classificado, o finlandês Mikko Hirvonen, que foi também segundo no rali, a 24,3 segundos.
Na terceira posição, a 1.45,4 minutos de Loeb, terminou o colega de equipa do francês, o espanhol Daniel Sordo, enquanto o quarto e o quinto postos foram para os irmãos noruegueses Petter (Citroen Xsara WRC) e Henning Solberg (Fordo Focus WRC), respectivamente, a 2.44,6 e 5.46,3.
O dia começou como tinha terminado a segunda etapa, ou seja, com Sébastien Loeb a vencer os dois primeiros troços da terceira tirada (Loulé 1 e São Brás de Alportel 1), que vieram somar-se aos seis que arrebatou sábado.
Loeb tinha largado para a derradeira tirada da prova com 26,8 segundos de vantagem sobre Hirvonen e, depois de se impor nas especiais da manhã (Loulé 1 e São Brás de Alportel 1), abrandou um pouco o ritmo, permitindo que o finlandês da Ford fosse o mais rápido na segunda passagem pelos dois troços.
O português Armindo Araújo (Mitsubishi Lancer Evo IX) não podia ter tido uma melhor prova, já que terminou o rali no nono posto da geral, a 22.18,5 minutos de Loeb, resultado que lhe permitiu ser o melhor português, vencer a sua primeira prova do campeonato do Mundo de Produção (PWRC) e ascender à liderança do mesmo.
O piloto de Santo Tirso concluiu sábado a segunda tirada com uma vantagem de 2.14,5 sobre o seu mais directo perseguidor, o norueguês Eyvind Brynildsen (Mitsubishi Lancer Evo IX), e hoje apenas controlou a diferença ao longo dos quatro troços de estrada, muito duros e técnicos, em que se podia deitar tudo a perder ao menor erro.
O português acabou por ceder algum tempo, mas conseguiu o objectivo de vencer a classe e ascender à liderança do PWRC, com 23 pontos, mais três do que o sueco Patrick Sandell (Skoda Fabia), que foi forçado a abandonar a prova portuguesa depois de um despiste logo na primeira etapa e viu o português relegá-lo para o segundo posto.
Araújo teve depois a consagração final na superespecial de encerramento no estádio Algarve, onde cecra de 25.000 pessoas o ovacionaram pela vitória "caseira" na prova do PWRC.
Destaque ainda para Vítor Pascoal (Peugeot 207 S2000), que foi o primeiro classificado entre os pilotos do campeonato nacional de ralis, com o 14 posto da geral, a 30.45,0 minutos do vencedor e com uma curta vantagem de 5,2 segundos sobre o seu principal rival, Ricardo Teodósio (Mitsubishi Lancer Evo IX).

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